Distrofia Muscular de Duchenne
As Distrofias Musculares Progressivas (DMPs) englobam um grupo de doenças genéticas, que se caracterizam por uma degeneração progressiva do tecido muscular . Até o presente momento tem-se o conhecimento de mais de trinta (30) formas diferentes de DMP’s, algumas benignas e outras mais graves, que podem atingir crianças e adultos de ambos os sexos. Todas atacam a musculatura, mas os músculos atingidos podem ser diferentes de acordo com o tipo de DMP.
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Os principais tipos de DMP’s são: Distrofia Muscular do tipo Duchenne (DMD), Distrofia Muscular do tipo Becker (DMB), Distrofia Muscular do tipo Cinturas (DMC), Distrofia Miotónica de Steinert (DMS) e Distrofia Muscular Facio-Escápulo-Umeral (FSH), sendo que a mais grave e mais comum é a Distrofia Muscular Duchenne (DMD). Esta doença atinge apenas meninos, numa incidência de 1 para cada 3.500 nascimentos masculinos.
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Os primeiros sintomas da doença são: quedas frequentes, dificuldade para correr e subir escadas. Geralmente, eles se manifestam por volta de três a cinco anos de idade, e vão se agravando progressivamente, levando à incapacidade para andar, na maioria dos casos, no início da adolescência. A DMD é uma doença genética de herança recessiva, ligada ao cromossomo X, que pode ser também caracterizada como sendo uma distrofinopatia. O gene da DMD está localizado no braço curto do cromossomo X, numa região denominada Xp21.
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Como na mulher existem dois cromossomos X, se um deles tiver o gene defeituoso, o outro cromossomo X garantirá o bom funcionamento dos músculos. Assim sendo, a mulher pode ser portadora do gene da DMD, mas ela não tem a doença. Portanto a DMD afecta apenas o sexo masculino porque nele só há um cromossomo X. Sabe-se que cerca de 2/3 de todos os casos de DMD são herdados da mãe, que chamamos de portadora assintomática do gene, e que nos 1/3 restantes dos casos, ocorre uma mutação nova na criança com distrofia, sem que o gene tenha sido herdado.
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O gene responsável pela DMD foi clonado em 1986 e identificada a proteína que ele produz, a distrofina, que possui 2300 kb (1,5% do cromossomo X), 79 éxons e 7 promotores histoespecíficos, e cuja ausência acarreta as alterações musculares. O gene tem um tamanho característico -muito grande e estudos tem identificado uma parte dele que é funcionalmente capaz de produzir distrofina. Em 65% ocorre perda de uma parte do DNA (deleção), em 5% duplicação do gene e em 30% dos casos mutação de ponto.
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Etiologia & Epidemiologia
As distrofias musculares são um grupo de doenças familiares caracterizadas por vários graus de diminuição da força e degenerescência dos músculos esqueléticos, levando à incapacidade e deformidade.
A classificação tem sido tradicionalmente feita por fenótipos, hereditariedade, e índice de progressão e distribuição do envolvimento. Foram identificados, pelo menos , 10 tipos de distrofia muscular; destes, cinco tipos são frequentemente em adultos. A distrofia muscular de Duchenne (DM) descoberta em 1868 é a mais comum. A distrofia de Becker é também uma doença recessiva relacionada com o cromossoma X, mas é menos comum do que a Duchenne.
Outros tipos de DM observados em adultos podem ocorrer em ambos os sexos. As crianças com DM raramente vivem além dos 25 anos de idade.
O mecanismo de defeitos genéticos é desconhecido. As teorias incluem defeitos nas membranas das células musculares e anomalia bioquímica.
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Fisiopatologia
A anomalia genética na distrofia muscular causa um defeito no metabolismo intracelular das fibras musculares. Foram identificados defeitos no metabolismo da creatinina e enzimas intracelulares no sistema glicolítico.
As células musculares exibem fagocitose e necrose, com dissolução de miofilamentos. A estriação das fibras é alterada e elas ficam hipertrofiadas ou atrofiadas.
Por fim, As fibras musculares substituem a gordura e o tecido conjuntivo, causando infiltração e fibrose gorda.
Não existe padrão das fibras musculares implicadas. O atraso mental ocorre em alguns tipos de distrofia muscular.
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Tratamento:
As distrofias musculares de Duchenne não têm cura. A fisioterapia e exercícios ajudam na prevenção da contratura muscular permanente em torno das articulações.
Às vezes a cirurgia torna-se necessária para a liberação de músculos contraídos e doloridos.
A prednisona, um corticoesteróide, vem sendo investigada como um meio de alívio temporário da fraqueza muscular.
Além disso, encontra-se sob investigação a terapia genética, que facilitaria a produção de distrofina pelos músculos. As famílias com membros que apresentam a distrofia muscular de Duchenne são aconselhadas a buscar um aconselhamento genético, para avaliação do risco de transmissão do traço da distrofia muscular aos descendentes.
As distrofias musculares são um grupo de distúrbios musculares hereditários que provocam fraqueza muscular de gravidade variável. Outros distúrbios musculares hereditários incluem as miopatias miotónicas, as doenças de depósito de glicogénio e a paralisia periódica.
As Distrofias Musculares Progressivas (DMPs) englobam um grupo de doenças genéticas, que se caracterizam por uma degeneração progressiva do tecido muscular . Até o presente momento tem-se o conhecimento de mais de trinta (30) formas diferentes de DMP’s, algumas benignas e outras mais graves, que podem atingir crianças e adultos de ambos os sexos. Todas atacam a musculatura, mas os músculos atingidos podem ser diferentes de acordo com o tipo de DMP.
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Os principais tipos de DMP’s são: Distrofia Muscular do tipo Duchenne (DMD), Distrofia Muscular do tipo Becker (DMB), Distrofia Muscular do tipo Cinturas (DMC), Distrofia Miotónica de Steinert (DMS) e Distrofia Muscular Facio-Escápulo-Umeral (FSH), sendo que a mais grave e mais comum é a Distrofia Muscular Duchenne (DMD). Esta doença atinge apenas meninos, numa incidência de 1 para cada 3.500 nascimentos masculinos.
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Os primeiros sintomas da doença são: quedas frequentes, dificuldade para correr e subir escadas. Geralmente, eles se manifestam por volta de três a cinco anos de idade, e vão se agravando progressivamente, levando à incapacidade para andar, na maioria dos casos, no início da adolescência. A DMD é uma doença genética de herança recessiva, ligada ao cromossomo X, que pode ser também caracterizada como sendo uma distrofinopatia. O gene da DMD está localizado no braço curto do cromossomo X, numa região denominada Xp21.
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Como na mulher existem dois cromossomos X, se um deles tiver o gene defeituoso, o outro cromossomo X garantirá o bom funcionamento dos músculos. Assim sendo, a mulher pode ser portadora do gene da DMD, mas ela não tem a doença. Portanto a DMD afecta apenas o sexo masculino porque nele só há um cromossomo X. Sabe-se que cerca de 2/3 de todos os casos de DMD são herdados da mãe, que chamamos de portadora assintomática do gene, e que nos 1/3 restantes dos casos, ocorre uma mutação nova na criança com distrofia, sem que o gene tenha sido herdado.
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O gene responsável pela DMD foi clonado em 1986 e identificada a proteína que ele produz, a distrofina, que possui 2300 kb (1,5% do cromossomo X), 79 éxons e 7 promotores histoespecíficos, e cuja ausência acarreta as alterações musculares. O gene tem um tamanho característico -muito grande e estudos tem identificado uma parte dele que é funcionalmente capaz de produzir distrofina. Em 65% ocorre perda de uma parte do DNA (deleção), em 5% duplicação do gene e em 30% dos casos mutação de ponto.
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Etiologia & Epidemiologia
As distrofias musculares são um grupo de doenças familiares caracterizadas por vários graus de diminuição da força e degenerescência dos músculos esqueléticos, levando à incapacidade e deformidade.
A classificação tem sido tradicionalmente feita por fenótipos, hereditariedade, e índice de progressão e distribuição do envolvimento. Foram identificados, pelo menos , 10 tipos de distrofia muscular; destes, cinco tipos são frequentemente em adultos. A distrofia muscular de Duchenne (DM) descoberta em 1868 é a mais comum. A distrofia de Becker é também uma doença recessiva relacionada com o cromossoma X, mas é menos comum do que a Duchenne.
Outros tipos de DM observados em adultos podem ocorrer em ambos os sexos. As crianças com DM raramente vivem além dos 25 anos de idade.
O mecanismo de defeitos genéticos é desconhecido. As teorias incluem defeitos nas membranas das células musculares e anomalia bioquímica.
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Fisiopatologia
A anomalia genética na distrofia muscular causa um defeito no metabolismo intracelular das fibras musculares. Foram identificados defeitos no metabolismo da creatinina e enzimas intracelulares no sistema glicolítico.
As células musculares exibem fagocitose e necrose, com dissolução de miofilamentos. A estriação das fibras é alterada e elas ficam hipertrofiadas ou atrofiadas.
Por fim, As fibras musculares substituem a gordura e o tecido conjuntivo, causando infiltração e fibrose gorda.
Não existe padrão das fibras musculares implicadas. O atraso mental ocorre em alguns tipos de distrofia muscular.
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Tratamento:
As distrofias musculares de Duchenne não têm cura. A fisioterapia e exercícios ajudam na prevenção da contratura muscular permanente em torno das articulações.
Às vezes a cirurgia torna-se necessária para a liberação de músculos contraídos e doloridos.
A prednisona, um corticoesteróide, vem sendo investigada como um meio de alívio temporário da fraqueza muscular.
Além disso, encontra-se sob investigação a terapia genética, que facilitaria a produção de distrofina pelos músculos. As famílias com membros que apresentam a distrofia muscular de Duchenne são aconselhadas a buscar um aconselhamento genético, para avaliação do risco de transmissão do traço da distrofia muscular aos descendentes.
As distrofias musculares são um grupo de distúrbios musculares hereditários que provocam fraqueza muscular de gravidade variável. Outros distúrbios musculares hereditários incluem as miopatias miotónicas, as doenças de depósito de glicogénio e a paralisia periódica.
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